segunda-feira, dezembro 26

Gaita, Estradas e Solidão !!

16/ Aplausos


Olá a todos. Aqui quem vós fala é O Bardo. E depois de um natal não muito agradável e um possível fim de ano regado a álcool (Tenho que fazer jus a nome Bardo Bêbado) venho até aqui pra escrever mais um "capítulo" do meu conto. (Você pode ver o conto anterior bem AQUI !!)

Não espera que tantas pessoas gostassem mas fico feliz por isso. Agora vamos a que interessa.

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 A visão daquele velho com uma arma na mão me deixou muito assustado. Sempre penso como nos, humanos, somos frágeis. Nossas vidas podem acabar a qualquer momento, por qualquer coisa. Não é preciso uma arma pra matar, as vezes uma simples tampa de caneta resolve o "problema". Mas estamos tão amarrados a essa falsa sensação de imortalidade que nunca paramos pra ver por esse lado. As vezes penso que a verdadeira vida eterna é ser lembrado por quem amamos. Como já ouvi falar uma vez, todos os homens tem um futuro, mas poucos tem um destino.

 Destino. Talvez seja isso que me levou até a porta desse velho. Entro no que parece ser uma antiga "sala de espera". Nossa, quanta sujeira. Ele não deve limpar essa porcaria de lugar a anos. Um sofá velho com cobertas amassadas, uma TV ligada e uma geladeira quase aberta, e pelo visto, quase vazia.

 - Então garoto, o que faz andando pela estrada a noite e a pé ainda por cima ?
 - Apenas me afastando de alguns problemas.
 - Não se pode fugir pra sempre garoto. Os problemas tem coleiras com o nome dos donos.
 - É... acho que nunca tinha pensado por esse lado.

 O velho termina de abrir a geladeira velha. Pega uma garrafa d'água e em seguida abre o que parece um pequeno armário. Esse lugar é tão escuro que nem consigo ver onde estão os outros móveis.

 - Tome. Gosta de biscoitos ? Se não gosta não posso fazer nada. É a única coisa que sobrou.
 - Não precisa se incomodar. Só a água já está ótimo.
 - Vamos lá garoto. A muito tempo não recebo visitas, coma.
 - Você mal me conhece e consegue ser mais caridoso que muita gente que conheço. Chega a ser irônico.
 - Você sempre espera algo bom vindo das pessoas garoto ?
 - Acho que sim. Acho que estou aqui por esperar o máximo das pessoas, mas...
 - Nunca espere o máximo das pessoas, o máximo que elas podem te dar é o mínimo.

 De repente a sensação e medo que tinha passou. É incrível como esse velho, mesmo com apenas uma garrafa d'água e um pacote de biscoitos consegue me deixar mais relaxado do que qualquer outra pessoa. As vezes a solidão deixa as pessoas mais receptivas, mas infelizmente não é o meu caso. Minha mania de rosnar para o mundo pode ter me levado até aqui. Era como dizia aquele padre idiota "a tristeza é um dom do céu, o pessimismo é uma efemeridade do tempo."


 - Então... muito obrigado pela água e pelos biscoitos, mas acho que vou andando.
 - Está de sacanagem comigo garoto ? Já é noite, está frio e você tem cara de não ter um centavo.
 - Bom... tenho alguns trocados. Acho que dá pro gasto.
 - Não seja idiota, durma por aqui. Sei que isso parece um ninho de rato, mas é melhor que lá fora.
 - Desculpe, mas não quero incomodar.
 - Escuta, garoto. A próxima parada fica a pelo menos sessenta quilometros. Não seja idiota.
 - Tudo bem... obrigado pelo convite.
 - Amanhã podemos conversar melhor. Já estou com sono, um idiota descalço me acordou, sabe ?


 Damos uma leve risada juntos, coisa que eu não fazia a tempo. Não sei o que esse velho quer, mas parece uma boa pessoa. Seu único mal é a solidão e fico feliz por aliviar um pouco esse peso das costas dele, mesmo que por apenas um dia. O peso que carrego é mais do que apenas uma mochila velha e uma gaita.


 Melhor eu me deitar, um sofá velho me espera. Talvez amanhã parte do sofrimento que carrego não esteja mais na minha mochila.


 Mas é como dizem, o homem que teme o sofrimento já está sofrendo pelo que teme.

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Continua AQUI !!

quarta-feira, dezembro 21

Gaita, Estradas e Tempo !!

12/ Aplausos


Olá a todos. Aqui quem vós fala é O Bardo. E depois de um tempo estou de volta, mas com calma, nada depressa. Já faz um mês que o Bardo que vós fala foi chutado por sua (ex) musa inspiradora e depois disso tudo estou voltando a ativa. A vida segue sem esperar ninguém. Então quem sou eu para agir diferente ?

Pensando nisso juntamente com o pedido de alguns amigos resolvi dar continuação a um conto que escrevi em uma noite de insônia. Você pode ler clicando AQUI !!

Então vamos lá.

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 Finalmente anoiteceu. Pode ser só impressão minha mas alguns lugares parecem respeitar a noite. Tudo fica calmo, em silêncio, até mesmo sem vida... é bem estranho. E com isso percebo que não vi onde aqueles pássaros se esconderam. Como disse, tudo fica sem vida em alguns lugares. As vezes acho que o tempo e a vida seguem o ritmo de um lugar e não das pessoas em si... mas pode ser apenas papo de malucos que andam na estrada a noite e conversam mentalmente sozinhos... como eu.

 Acho que não ter aceitado a carona da "boa samaritana" não foi uma boa ideia. Essas botas já estão fudendo meus pés e acho uma boa tira-las. Nossa, o asfalto está gelado, realmente o frio da noite por aqui é forte, mas aprecio. Quase todas as pessoas não param pra apreciar momentos tão banais como pegar chuva, deitar na grama para apenas olhar as nuvens ou até mesmo andar descalço em uma estrada deserta no meio da noite.

 Já estou andando a mais de 6 horas e já sinto fome e sede, principalmente sede. Será que nessa porra de estrada não tem um posto ou terminal ? Não é possível que as pessoas andem por aqui sem esse tipo de coisas na beira da estrada. Pensando bem, acho que o fato de estar a pé me deixa mais longe das coisas.

 Finalmente, um posto. Parece abandonado mas tem algumas luzes bem fracas acesas. Na verdade parece mais uma oficina a céu aberto do que um posto, alias, uma péssima oficina. Só vejo motos velhas e jogadas ao tempo. Vozes... parecem pessoas conversando. Ouvindo melhor... acho que é uma TV ligada, melhor chamar e ver se alguém me atende, estou sedento.

 - Olá !?
 Nenhuma resposta. Melhor insistir.
 - Olá !? Tem alguém ai ?
 - Tem alguém ai ? - Uma voz rouca e arrastada responde.
 - Eu perguntei primeiro.
 - Ótimo, um idiota na madrugada.
Acho melhor guardar meu sarcasmo pra outra hora.
 - Me desculpe, mas eu gostaria de comprar água e algo para comer.

 Silêncio. Escuto o barulho de gavetas se abrindo e alguém caminhando devagar até a porta. Ela abre lentamente e posso ver uma silhueta alta e com algo em uma das mãos, parece uma bastão, mas espera... MERDA, é uma arma.

 - D-DESCULPE SENHOR, NÃO QUERIA INCOMODAR !! EU P-POSSO IR EMBORA AGORA MESMO !!
 - Pare de gritar, não sou surdo e muito menos vou te matar. 

 Ele fala isso enquanto estica a outra mão fazendo as luzes de fora acenderem. É um velho, parece bem castigado pelo tempo e com cara de quem não dorme a semanas.

 - Então garoto, o que quer ?
 - J-já disse, senhor. Só q-quero comprar um pouco de á-água e algo p-pra comer.
 - Não estamos no quartel, não me chame de senhor.
 - D-desculpe, senhor.

Ele ri do meu nervosismo.

 - Vamos, venha cá. Isso está fechado a muito tempo se não percebeu. Mas posso lhe arrumar água e algo pra comer.
 - O-obrigado senh... mas não é mais preciso.
 - Deixe de ser um bebê assustado. Nunca viu uma arma na vida ? Fico sozinho por aqui, tenho que me proteger. Vamos, entre... e coloque as suas botas. Quer se resfriar ?

 Ando em direção ao velho com bastante medo. Queria sair correndo... mas minhas pernas estavam atreladas ao chão e agora não posso dar pra trás. Era como dizia aquele padre idiota "otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior".

 E acho que no meu caso, só me resta confiança.

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Continua AQUI !!

sábado, dezembro 10

O Bom Filho a Casa Retorna !!

4/ Aplausos


Bem-vindos de volta irmão METAL \,,/

Aqui quem vós fala é O Bardo. E depois de 20 dias venho aqui para avisar que ainda estou vivo. Não estou completamente bem de tudo que aconteceu. (Os mais íntimos sabem bem) E por isso devo avisar que só retorno REALMENTE (Com a coluna Rock de Quarta e Pergaminhos semanais) em Janeiro.

Esse mês talvez, eu disse TALVEZ, haja algum pergaminho de Natal, Ano Novo ou a continuação do meu conto (que era pra acabar ali, mas estão me enchendo pra continuar e você pode ler AQUI !!). Ah sim, já ia esquecendo, o Mago do Acre infelizmente não está mais entre nós (Não ele não morreu). Ele também tem seus assuntos pessoais e resolveu deixar a Taverna por não conseguir conciliar as duas coisas. Mas é bem provável que um novo membro venha para equipe O Bardo Bêbado (Ou até mais de um).

Pro ano que vem planejamos algumas mudanças nos pergaminhos e algumas novidades. Espero que me desculpem por qualquer coisa. Sei que essa Taverna não é muito grande mas tenho grande apreço por todos que vem aqui comentam e elogiam.

Então é isso meu povo. Até Janeiro... COM FORÇA TOTAL !!


Carry On. (Sempre)

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