quinta-feira, março 29

Notas Soltas - Faixa 5

2/ Aplausos


Não tenho muito o que dizer hoje a não ser que a música foi totalmente ideia minha... ^^'' como vocês sabem sou muito fan do Muse... espero que gostem!!



Faixa 5 - Raphael  (Invincible - Muse)

- Não acredito que era você tocando bateria todo esse tempo.

Raphael não conseguiu esconder sua surpresa, até porque Ian havia tratado Meg como um homem até um momento antes de chegarem à casa dela. Agora ele estava rindo de sua expressão de completa perplexidade.

- Por que não?

- Não é isso. É só que...

- Ele achou que fosse um cara. - Ian falou entre uma risada e outra.

Continuou rindo enquanto Raphael ia ficando vermelho pela sua reação inicial. Pensando bem talvez tivesse feito a mesma coisa.

- E aposto que você não se incomodou em desfazer esse engano, né?

- Desculpa cara. Eu não podia deixar essa oportunidade passar.

Depois de pedir as devidas desculpas perguntou se Meg poderia tocar um pouco de bateria, antes que todos tocassem juntos. Ela concordou e rapidamente já estava pronta.

O som era melhor do que se lembrava de ter ouvido da rua. Ela mandava bem na bateria. Demonstrava segurança, habilidade e velocidade. A respeito da técnica dela Raphael não era o mais indicado para falar, mas a agilidade era impressionante. Só essa qualidade já fazia dela a melhor escolha para a batera até agora. Ainda bem que ninguém havia aceitado seu convite. Havia chamado um ou outro baterista, mas nenhum deles o empolgara tanto quanto Meg.

Quando olhou para Ian viu que o amigo estava sorrindo. Seus pensamentos deviam estar estampados em seu rosto. “Quero ela na minha banda.” Não tinha dúvidas que Ian havia entendido, mesmo sem nenhuma palavra ser trocada. Só quando ela parou de tocar é que se deu conta que esses pensamentos não faziam muito sentido. Não tinha baixista ainda e queria Ian para a guitarra. Não sabia se conseguiria aceitar outro depois de aprender tanto com ele.

- Vamos tocar juntos?

Foi Meg quem interrompeu seus pensamentos. Realmente gostaria de tocar com eles, só não sabia bem o que. Ian percebeu e rapidamente o ajudou.

- Vai querer tocar o que Raphael?

- Helloween. O que vocês acham?

- Não dá. Meu baixo só tem quatro cordas, iríamos precisar de um com pelo menos cinco. - Ian pareceu um pouco chateado com essa limitação.

- Eu estava ensaiando Starlight do Muse agora a pouco. - começou Meg - Podíamos tocar essa não?

- Essa tem teclado, né?

Raphael pensou um pouco e teve a ideia nesse momento.

- Invincible. Não precisa de teclado e eu acho que sei a letra.

Todos concordaram. Parecia que para Ian qualquer música serviria. Só de estar tocando já aparentava estar feliz. Quanto a Meg já não se podia dizer o mesmo. Raphael achou que ela preferia tocar Muse. Não se importava muito, apesar de preferir Helloween. Tinham de arranjar um baixo com mais cordas. Seria bom se o pai de Ian o desse um de presente qualquer dia desses.

Tocou guitarra e cantou. Durante a música parecia estar em outro lugar. Tudo o que importava era a sua guitarra. Conseguia ouvir o baixo e a bateria e lutava para não atrapalhá-los. Estava satisfeito com o resultado, não estava errando muitas notas e conseguia tocar no tempo certo. O som que os três faziam estava ficando bom, com um pouco de treino ficaria melhor ainda.

Nunca tivera dificuldade para cantar. Não foi diferente nesse momento. Já havia praticado um pouco tocar e cantar ao mesmo tempo e percebeu que precisava se preocupar mesmo era com a guitarra, ao menos enquanto estivesse aprendendo. Cantar era tão natural que fluía sem muito esforço. Pretendia tocar guitarra com a mesma naturalidade um dia. Um dia.

Quando a música acabou outras a substituíram. Não conseguiu tocar todas bem o suficiente para ficar satisfeito, mas seus companheiros concordaram que estava bom para um começo. O problema é que ele sentia uma vontade muito grande de tocar as músicas de suas bandas preferidas e não conseguia se impedir de tentar, mesmo que algumas estivessem acima de seu nível. Tocaram de tudo, Ramones, AC/DC, Black Sabbah, Rage Against the Machines, Nirvana e até Gorillaz, esse último depois de Meg pedir bastante. Não estavam preocupados em ter um estilo, só queriam tocar e se divertir. Nem eram uma banda de verdade.

- Você canta bem de verdade, mas precisa melhorar sua guitarra.

Foi a primeira coisa que Meg disse para ele assim que pararam de tocar.

- Eu aprendi a tocar faz pouco tempo. Eu nem queria aprender, foi o Ian que me obrigou.

- Ele tá certo, você tem que aprender a tocar alguma coisa.

“Nossa. Os dois concordam e nem precisaram conversar a respeito.” Começava a se achar burro por não ter percebido que tinha de tocar algum instrumento desde o início.

Ian estava concentrado no baixo e não parecia estar ouvindo a conversa dos dois. Nem o espanto dela por Raphael ter aprendido a tocar tão rápido. Já tinha decidido que gostava dela e a queria na banda quando ela perguntou.

- Vocês estão em algum tipo de banda?

Raphael havia decorado aquela resposta e a ofereceu à Meg de maneira rápida e mecânica.

- Não o Ian só está me ensinando a tocar. Eu preciso aprender antes de me envolver em alguma coisa séria.

- Nossa... quase um namoro isso.

- Quase isso.

Ela parecia meio desapontada, apesar do clima descontraído que estava mantendo. Nesse momento Ian pareceu acordar e falou.

- Vamos à loja de música. Preciso comprar umas cordas para esse baixo.

Deixaram os instrumentos lá e saíram. A loja devia ficar a uns dez minutos de caminhada. Era perto e pareceu passar em um instante enquanto conversavam. Falaram sobre as bandas que gostavam, sobre as que não gostavam e sobre as que achavam que fariam sucesso um dia. Sobre música no geral e claro sobre invadir o palco do show de outra banda. Raphael jurou que foi um ato impensado e que havia sido acometido de uma loucura momentânea. Pra terminar disse que esperava que não se repetisse mais, o que todos concordaram.

Chegando na loja Raphael foi direto olhar as guitarras. Não podia acreditar como eram caras, ao menos para suas posses, e Ian se recusava a vender a que ele estava usando. Disse que também havia aprendido a tocar com aquela guitarra e por isso jamais se separaria dela. Não conseguia imaginar como conseguiria comprar uma guitarra. Foi nessa hora que Meg chamou por eles.

- Olhem isso.

Ela estava segurando um folheto sobre um concurso de bandas. Cada banda inscrita teria 15 minutos para se apresentar em uma espécie de festival. Raphael calculou três ou quatro músicas, se fosse dos Ramones poderia ser até umas dez. Só depois lembrou que não tinha uma banda ainda. Na verdade nem sabia tocar guitarra direito. Foi nessa hora que Ian falou.

- Vamos entrar. - olhou para os dois amigos - Isso é. Se vocês concordarem claro.

- Lógico que eu vou tocar. - Meg falou sem nem mesmo pensar.

Para Raphael não sobrou muito o que fazer se não sorrir e dizer.

- Certo, mas eu escolho o nome.

Todos sorriram. Não se importavam com ganhar ou perder. Agora ele tinha uma banda e isso era a melhor coisa que podia ter acontecido.

quarta-feira, março 28

Rock De Quarta : Dorsal Atlântica !!

2/ Aplausos

Bem-vindos de volta irmãos METAL \,,/

Aqui quem vós fala é O Bardo. E hoje finalmente termino o nosso "Mês Especial de Bandas Primordiais do Metal Nacional". Então vamos logo ao que importa.

Hoje temos...

Dorsal Atlântica !!

"Que porra é essa Bardo ? Um cover do Slayer feito por mendigos ?"

Seu desrespeito pelo Metal Nacional me deprime.

A banda iníciou as atividades em 1981 quando esta tinha o nome de NESS e tocava covers de bandas de rock como por exemplo Ted Nugent, Kiss, Made In Brazil e Black Sabbath. Após esta fase, decidiram fazer sons próprios e mudaram para Dorsal Atlântica quando Carlos "Vândalo" Lopes abriu ao acaso uma enciclopédia e viu o nome Dorsal Atlântica e o adotou. A Dorsal Atlântica sempre teve um em suas músicas com letras densas e que retratam a realidade em temas diversos, problemas sociais, Carlos Lopes sempre se mostrou um ótimo letrista, conhecedor da história e de diversos assuntos.
A banda teve seu primeiro registro em um álbum split Ultimatum em 1984, com a banda Metalmorphose, outra banda carioca de heavy metal, com quem tinham uma forte amizade. Nessa época faziam um som mais calcado no heavy metal tradicional com influencias de speed metal, músicas cantadas em português com letras marcantes, como "Império de Satã" (ao contrario do que se pensa por aí não aborda satanismo, e sim a situação política do Brasil), "Princesa do Prazer" e "Armagedom".
Em 1986 Dorsal Atlântica lança o álbum Antes do Fim, seu primeiro álbum exclusivo com mais influencias de hardcore punk, a filosofia da banda era unificar metal, punk e hardcore, sonora e ideologicamente, e foi possivelmente a primeira banda a fazer isso abertamente na América Latina. Com som do metal, as letras punks, e as linhas de vocais hardcore, o Antes do Fim foi um pioneiro no metal extremo brasileiro, um disco de death metal fortemente influenciado por bandas como Sodom, Celtic Frost,Hellhammer e Slayer. Músicas como "Caçador da Noite""Vorkuta""Joseph Mengele""Álcool" e "Morte aos Falsos" são consideradas clássicos do metal brasileiro.
Depois de Antes do Fim o segundo álbum da Dorsal foi Dividir e Conquistar lançado em 1987, lançado pela gravadora carioca Heavy (que também era loja / selo). Nesse álbum a banda mostra uma sonoridade mais trabalhada com mais solos, "Tortura""Vitória" e "Lucrécia Bórgia" estão entre as principais músicas desse disco. Foi um álbum bastante premiado que permitiu uma turnê pelo país.
A Dorsal abriu para bandas internacionais como Exumer, Venom, Motörhead, Exciter, Nasty Savage e outros, foi a primeira banda no Brasil a fazer uma turnê do norte ao sul do país com o Sepulturaabrindo os shows.
1988, a Dorsal Atlântica lançou um EP contendo algumas versões em inglês do LP Dividir e Conquistar, o EP chamado Cheap Tapes from Divide and Conquer, tendo sido traduzido por Wagner J. do N. Moura, que foi aclamado em algumas revistas americanas como uma das poucas bandas brasileiras que escrevia num inglês excelente.
Em 1990 a Dorsal Atlântica lança o álbum Searching for the Light e começa a compor em inglês. Esse disco conta com uma produção superior aos anteriores, porém não agradou tanto ao público brasileiro que preferia os anteriores por serem cantados em português e também por serem mais extremos, é um álbum conceitual.
A banda ainda lançou mais 5 álbuns. E durante sua trajetória enfrentou muitas dificuldades, com gravadoras e com a desunião do público no underground.
Em 1998 participam do festival Monsters of Rock, e a participação da Dorsal deveu-se a um abaixo-assinado que contou com mais ou menos 40 mil assinaturas.
Em 2005, Carlos Lopes decidiu fazer uma regravação do Antes do Fim, chamada Antes do Fim... Depois do Fim.
Agora chega de papo, vamos as músicas.

Com vocês...
Dorsal Atlântica - Morte aos Falsos !!

Rápido, sujo e sem rodeios. A forma bruta do Metal Nacional em seu estado mais puro. (Falei bonito)

Agora a participação da banda no Monsters of Rock.

Dorsal Atlântica - Guerrilha !!

E tem gente que ainda despreza o Metal Nacional. ¬¬

E mais uma pra finalizar.

Dorsal Atlântica - Caçador da Noite !!



"O carrasco executa sua missão, caçador da noite BLEEEERRRRRR"

COMO ISSO PODE ME EMPOLGAR TANTO ? XD

E aqui termino mais um Rock de Quarta e o nosso "Mês Temático". Espero que tenham gostado e que COMENTEM. Não deixem de SEGUIR nossa Taverna e mostrar para seus amiguinhos.

Até o próximo Show !!


Carry On.

segunda-feira, março 26

Suspense - Série Flash

0/ Aplausos

E ai galera da taverna, beleza? Então, sou eu, mais uma vez, como toda segunda, Yamato, trazendo mais um jogo da série flash para vocês ;D

Hoje iremos ter alguns dejavus e idas e vindas ao futuro e passado e presente, sim, um pouco estranho, mas, vamos lá, hoje apresento a vocês Suspense \o/


No pouco ócio que eu tive, pude fazer uma imagem personalizada para minha série \o/ ... mas agora vamos falar do jogo.

Suspense é um jogo que mistura um pouco de Super Mario Bros 2, em que você entra na portinha para pegar cogumelos e talz. É algo do tipo, só que em Suspense, você não tem portas, simplesmente aperte 1, 2 ou 3 e viaje pelo tempo de maneira a achar as chaves e escalar pelos locais para abrir as portas e passar de fase.

Então, prepare seu relógio e mantenha a memória bem fresca com relação aos locais de chaves e espinhos! Let's play! Até a próxima!

P.s.: É quase um de volta pro futuro, só que sem carro XD

Link do jogo: clique aqui

quarta-feira, março 21

Rock De Quarta : Taurus !!

2/ Aplausos

Bem-vindos de volta irmãos METAL \,,/

Aqui quem vos fala é O Bardo. E aqui estou para prosseguir com nossa viagem pelas bandas que formaram os pilares do Metal Nacional. E volto a dizer que nem será possível postar todas as bandas em um só mês, mas assim que puder continuarei.

Agora chega de papo.

Com vocês...

Taurus !!

"Que porra é essa Bardo ? Os irmãos do Roberto Carlos ?"

Ah... deixa pra lá.

A banda Taurus foi formada em 1985 pelos músicos  Otavio Augusto (vocal), Claudio Bezz (guitarras), Jean (baixo), e Sergio Bezz (bateria). A banda foi lançada no programa “Guitarras” da Radio Fluminense FM “A maldita” (RJ). Apos bem sucedidas apresentações no Rio, e reunindo um significativo numero de fieis admiradores, a banda ganhou espaço no cenário underground nacional, chegando ao lançamento de “Signo de Taurus”, pelo selo Point Rock em julho de 1986. 

Apos a saída do vocalista Otavio Augusto, Jeziel (vocal/guitarra) assume o posto, realizando apresentações em todo o Brasil. Dois anos depois, em 1988, foi lançado o segundo disco, “Trapped in Lies”, também pelo selo Point Rock, marcando a nova fase com letras em inglês. 1989 foi o lançamento do terceiro álbum do Taurus “Pornography”, contando com o mesmo line-up. Em 2007, apos o relançamento de seus álbuns em versões remasterizadas em CD, pelo selo Marquee Records do Rio de Janeiro, a banda anuncia a volta aos palcos. Um reinicio com o pe direito fazendo a abertura do show da banda de Thrash Metal Testament, no Canecão, no Rio de Janeiro. A partir de então, e dada a partida para a turnê nacional e internacional. 

Em 2010 a banda lança seu novo disco com material inédito. Primeiro álbum da nova fase e quarto da carreira, "Fissura" vem preencher uma lacuna de 21 anos na historia do Taurus. “...Thrash Metal totalmente vintage, valvulado e quente...” dizem os membros da banda. O Line-up atual conta com: Otavio Augusto (Voz), Jeziel (Voz/Baixo), Claudio Bezz (Guitarras), Sergio Bezz (Bateria).

Agora chega de papo, vamos ao que importa.

Com vocês...

Taurus - Mundo em Alerta !!

O bom e clássico Metal cantado em português. As vezes penso que deveriam haver mais bandas de Metal cantado em português hoje em dia.

Agora uma do álbum mais recente.

Taurus - Fissura !!

Nada melhor do que uma boa gravação. Mesmo 20 anos depois a banda ainda apresenta e bom e velho Thrash Metal.


E aqui termino mais um Rock de Quarta, espero que tenham gostado e que COMENTEM. Também não deixem de SEGUIR e mostrar nossa Taverna para seus amiguinhos.

Até o próximo Show !!


Carry On.

segunda-feira, março 19

Crumpled - Série Flash

2/ Aplausos

Ola amantes do rock, visitantes da taverna e todos :D aqui é o Yamato com mais um jogo da série Flash para vocês :D

Hoje teremos um jogo um tanto quanto desafiador, perdi algumas horas jogando para ter certeza que o jogo não era fácil XD. Então, siga me os bons para conhecermos Crumpled.


O jogo é estilo desafio em que você joga com uma meleca que voa e um boneco de palito, no qual tem que se chegar ao fim da fase com hp e as estrelinhas da fase. A meleca que voa, ela tem poderes exceto quando esta na cor branca, enquanto jogava só vi 3 cores, verde, amarela e laranja que dão formas físicas a meleca, e que te ajudará em boa parte das fases.

O jogo é baseado em um pouco de parcour, coperativo entre você e a meleca, combos e etc. O jogo não tem um dos melhores gráficos, mas é bem feito e vale a pena dar uma olhada nele :D

Então, prepare-se para perder algumas horinhas jogando Crumpled. Até a próxima galerê \o

Link do jogo: clique aqui

sábado, março 17

Uma Breve História da Fender

1/ Aplausos

Bem vindos queridos visitantes dessa humilde taverna taverna, aqui quem vos fala é o 100nick, o nome mudou, mas eu continuo o mesmo, eu acho.

Por esses dias (não me lembro a data exata) eu estava escrevendo meu querido conto Notas Soltas e pensei comigo mesmo: "Como assim o Bardo nunca contou a história da Fender?"

Ele já falou sobre guitarras (aqui), sobre como a Gibson é burra sinistra (aqui), mas nada sobre a Fender...

Tá eu cresci admirando essa marca, mas não vou falar aqui como um fan boy (ou assim eu espero). Tentarei simplesmente contar uma história legal de vitórias, derrotas, erros e acertos, ou seja, quase uma novela das oito... ou nove sei lá...

Curt Cobain Jaguar - Artist Series


O Começo

Leo Fender -1978


Por volta da década de 30 o nosso amado Leo Fender (viu de onde vem o nome da marca?) percebeu que um violão que tivesse o corpo sólido teria um som melhor quando amplificado. Sim, esse é o conceito de um guitarra. E como titio Fender não era bobo nem nada e já percebeu o potencial comercial no negócio.

Ele já tinha uma loja de rádios (curioso isso não?) e por volta de 44, junto com o músico/inventor Doc Kaufman, começou a produzir as primeiras guitarras elétricas (DO MUNDO) nos fundos de sua loja. O nome da marca? K&F (Kaufman e Fender).

Só que já em 46 Kaufman desiste do negócio e finalmente é criada a Fender Electric Instrument Company. No ano seguinte ele se muda para um prédio de verdade (nada mais de espeço improvisado nos fundos) e produz as primeiras Fender. Conseguindo assim algum reconhecimento com seus projetos. Válido lembrar que o clima de prosperidade em que a economia se encontrava ajudou. Sim não basta uma boa ideia, é preciso ter sorte também.

É no início da década de 50 que as coisas ficam enroladas, por motivos um tanto quanto curiosos. Os projetos (das guitarras) não estavam definidos e a fábrica não tinha capacidade para produzir a quantidade necessária de guitarras. Com isso os pedidos se acumularam. Se hoje isso poderia levar uma empresa a falência de tanto processo, naquela época foi apenas um contra tempo.

Resolvidos os problemas, a Fender lança em 51 a Broadcaster, que rapidamente mudou de nome para Telecaster. Depois ainda tivemos a invenção do baixo como o conhecemos hoje, até aquela época usavasse o chamado contra baixo, que era tocado em pé e não deitado igual a uma guitarra (entenderam né?). O nome dessa revolução até que é bem óbvio: Fender Precision Bass.

Mas não é só isso! Em 54 Fender lança um ícone: a Stratocaster. Era destinado a ser um modelo luxuoso de guitarra para competir (veja só você) com a Gibson. Até que deu muito certo. A chamada Strato (convenhamos que é um nome grande...) agradou muito aos músicos da época e até hoje em dia é uma das guitarras mais famosas do mundo.

O resto da década de 50 é marcado por loucuras inovações muito interessantes, tipo violino elétrico, bandolin elétrico (!!) e uma guitarra voltada para o Jazz, a chamada Jazzmaster. As famosas Jaguar e Mustang também vem dessa época.

E no início da década de 60 é que a coisa piora... Leo Fender vende a empresa por problemas de saúde. É dessa forma que uma empresa chamada CBS vira dona dessa marca de guitarras lendária... mas não antes de pagar 13 milhões ao adoentado Leo...

A Era CBS

Eric Clapton Stratocaster - Artist Series


A CBS-Fender conseguiu progredir e crescer durante a década de 70. Enquanto a Fender vendia horrores surgia uma ameaça. Importações de guitarras japonesas minavam as vendas da Fender. Hoje em dia uma situação dessas é impensável, mas na época a CBS queria mesmo era vender, não importando a qualidade da guitarra, ou seja, a Fender não tinha a qualidade de hoje.

Se vocês forçarem um pouco a memória vão se lembrar que na década de 80 houve uma crise mundial. Bom, para a Fender não foi diferente. As coisas não iam bem. A geração da época (como a de hoje em dia) preferia vídeo games, ao invés de guitarras. Tudo somado fez piscar o sinal vermelho na CBS.

Para tentar resolver tudo em 1982 a CBS chama William Schultz para ser presidente da Fender. Ao melhor estilo: "Desfaz a merda que eu fiz por favor...". Claro que eu falo do Schultz como uma figura importante, mas não foi só ele. Houve uma mudança geral no gerenciamento da empresa, com isso foi possível implementar algumas (várias) mudanças drásticas.

Um processo de modernização, acompanhado de reedições vintage das guitarras clássicas da Fender (baseadas nas especificações originais de Leo Fender) foram algumas mudanças para trazer a Fender de volta aos bons tempos, mas nem isso foi o suficiente para evitar que os lucros diminuíssem ainda mais. A fábrica que já possuíra 1100 empregados contava com cerca de 90 quando a CBS desistiu do negócio e resolveu vender a empresa. Em março de 85 um grupo de investidores (liderados por Schultz) compra a empresa, mas o contrato não contava com máquinas, fábricas, nem nada vamos dizer assim físico... somente a propriedade intelectual, o direito da marca e algumas sobras de estoque.

Salvando a Empresa

James Burton Telecaster - Artist Series


Antes de começar essa parte devo dizer que é muito curioso como a história dessa empresa se parece com um filme ou algo parecido. Como todo filme depois das dificuldades enfrentadas vem a redenção, a volta por cima e por incrível que pareça a volta por cima (que parecia impossível) acontece.

Junto com alguns funcionários antigos (alguns presentes na companhia desde a época de Leo Fender) Schultz muda as instalações para a Califórnia (onde estão até hoje) e continua com seu plano focado na qualidade e não na quantidade. Isso pode até parecer estranho para alguns, mas essa estratégia de negócios existe em todos os ramos.

Uma última jogada inteligente foi a política "portas abertas" para os músicos profissionais. Basicamente os músicos pediam que a Fender fizesse algumas modificações e customizações e a Fender atendia seus pedidos. Com isso o Fender Custom Shop ganhou uma fama mundial, trazendo a Fender de volta aos seus bons tempos.

A história continua, mas acredito que as principais fases forem contadas e os 20 anos de sucesso e a volta da Fender ao imaginário popular como uma guitarra a ser desejada não tenham a necessidade de serem narrados em seus por menores.

É isso aí espero que tenham gostado e que se tonem fãs dessa marca como eu sou (ou não)!

quinta-feira, março 15

Notas Soltas - Faixa 4

1/ Aplausos






Chegamos a mais uma faixa desse álbum (por mais demorado que esteja sendo) com Heart of Gold como música título (coração de ouro tem vocês que acompanham essa saga ^^). Novamente sugerida pelo Bardo (quem mais poderia me ajudar em uma hora dessas?). Eu tinha outra música em mente para essa faixa, mas me arrependi no momento em que escrevi o título e quando o Bardo veio com essa música que eu não conhecia e um... "Vai por mim, você vai gostar" foi a salvação =D


Espero que gostem e é isso ai ^^


Faixa 4 – Ian (Heart of Gold - Neil Young)

As aulas seguiam firmes. Raphael demonstrava ser um aluno mais aplicado do que Ian poderia prever. Em pouco tempo já estava conseguindo tocar algumas músicas. Na primeira semana achou que ele fosse um prodígio, algo como o novo Hendrix ou o sucessor do Slash. Somente no início da segunda semana é que pensou em perguntar:

- Você já tinha feito aula de guitarra antes?

- De violão na verdade, mas só por algumas semanas, mas eu era muito pequeno. Depois disso meu pai me obrigou a sair e eu não pude aprender muita coisa, por isso que não falei nada. Achei que seria bom começar desde o início. Pensei bastante e decidi que se eu quiser fazer sucesso vou ter que levar isso mais a sério.

- Muito bem, parece que você está começando a ficar mais esperto. Vamos continuar ensaiando.

Eles treinavam todos os dias e durante algumas tardes, sempre que Ian achava que a garagem estava insuportavelmente quente, eles iam tocar no parque. Na verdade Ian tocava violão e Raphael observava atentamente. Dizia que observar também ajudava a aprender, o que não era mentira, mas não chegava a ser totalmente verdade. O que não dizia é que se ficasse muito tempo sem tocar começava a se sentir um pouco ansioso e o calor da garagem só piorava as coisas.

Alguns dias antes Raphael falou que tinha ouvido algum cara tocando bateria muito bem logo ali na rua onde Ian morava. Sabia exatamente quem era, mas não se tratava de nenhum cara. Era Meg, uma velha amiga, só que já não se viam há algum tempo, não sabia como ela estava na bateria, mas confiava no ouvido de seu aluno. Estava muito curioso para saber como a amiga de infância estaria. Claro que não falou nada para Raphael, queria ver a cara de surpresa dele quando a visse pela primeira vez.

Depois de um tempo Ian achou que já era hora de dar mais um passo e chamou Meg para tocar com eles. Achou surpreendente a facilidade com que ela aceitou o pedido. Falou com Raphael que tinha chamado o tal baterista para tocar com eles.

- Como é mais difícil trazer a bateria até aqui nós vamos até lá.

- Tipo assim... agora?

- Sim, ou você não pode?

- Claro que eu posso, mas só temos uma guitarra. Como que vamos tocar os dois juntos? E nem temos baixo.

- Quem disse que só temos uma guitarra? E eu tenho um baixo aqui também.

- Calma ai. Você tem outra guitarra e um baixo e nunca me falou nada?

- Meu pai me dá muitos presentes, a maioria deles relacionados à música. Ele viaja muito, mas sempre que vem lembra de trazer alguma coisa.

- Calma ai. Se você tem tantos instrumentos... por que não me empresta logo a guitarra?

Ian riu antes de responder essa.

- As pessoas não valorizam o que ganham facilmente. Você vai dar mais valor à ela se sofrer um pouco antes.

- E quando vai ser isso? Eu já sei tocar, tá impossível ensaiar sem uma guitarra cara.

- Se tudo correr bem... hoje mesmo você vai levar a minha guitarra para casa. - vendo a expressão do amigo acrescentou - Emprestada.  Agora calma ai que eu vou pegar o baixo.

Ian subiu para procurar o instrumento e começou a ouvir a música que vinha da garagem. Ele estava aproveitando todo o tempo que tinha para tocar. Se continuasse assim aprenderia rápido. Acreditava que poderiam conseguir qualquer coisa se continuassem a se esforçar daquela maneira.

Achou o que procurava e deu uma boa olhada. Não gostava muito de tocar baixo. Nem era tão bom assim nisso, mas seria legal tocar com os amigos. Queria ver como Meg estava, se sua memória não o enganava ela só tinha aprendido a tocar para acompanhar o irmão. Quando ele saiu de casa para ir estudar em outro estado, Ian julgou que ela iria esquecer o instrumento. Se enganara, ao menos segundo Raphael ela ainda tocava todo dia. Não importava quão tarde eles parassem de tocar, no outro dia Raphael sempre dizia ter ouvido o som da bateria no caminho para casa. Fazendo tanto barulho ela não devia ser muito querida pelos vizinhos.

Começou a descer e pôde ouvir o amigo tocando. Se parecia com a introdução de Heart of Gold do Neil Young. Conforme foi se aproximando percebeu que ele também cantava. Pode parecer mentira, mas havia se esquecido que Raphael queria ser um vocalista. Estava se dedicando tanto à guitarra que parecia sempre ter tido vontade de ser um guitarrista.

Foi chegando mais perto e começou a ouvir melhor a voz dele. Era incrível. Simplesmente bom de mais para acreditar. Toda sua vida tentou cantar como ele e nunca havia conseguido. Verdade que não cantava mal, mas a voz de Raphael era muito superior. Sentiu uma grande vontade de tocar com ele. De estar na mesma banda e tudo que precisava fazer era dizer que havia mudado de idéia.

Ele parou de cantar e olhou para Ian. Nesse momento foi como se um encanto tivesse se quebrado. Percebeu que estava com a boca aberta pela surpresa. Queria falar muitas coisas ao mesmo tempo, mas tudo o que saiu foi um simples.

- Você canta bem... - e percebendo a surpresa nos olhos dele acrescentou - de verdade.

- Isso quer dizer que não preciso aprender a tocar?

Ele se recompôs e deu a resposta certa.

- Claro que você tem de aprender a tocar.

- Imaginei. Pronto?

- Claro. Vamos indo.

Rock De Quarta : Centúrias !!

2/ Aplausos

Bem-vindos de volta irmãos METAL \,,/

Aqui quem vós fala é O Bardo. E hoje continua com a missão de mostrar as bandas primordiais do Metal Nacional. Na verdade não terei espaço para todas elas esse mês e por isso deixarei resto para uma outra ocasião.

Agora vamos lá. Com vocês...

Centúrias !!

Que porra é essa Bardo ? Filhos do Sidney Magal ?"

... Nada a comentar. ¬¬

O Centúrias foi formado em agosto de 1980, em São Paulo (SP), por Paulo Thomaz "Paulão" (bateria), Paulinho (guitarra), Eduardo Camargo (vocal), Cacá (baixo) e Guina (teclado). 

Em pouco tempo, transformou-se em uma das bandas mais queridas do underground paulistano, com shows sempre concorridos e com alta dose de adrenalina e garra demonstrada por parte de seus integrantes. Com isso, conseguiu a façanha de estar presente em um dos primeiros registros fonográficos da cena nacional, a coletânea "SP Metal 1". Mas o processo até lá não foi nada fácil, pois as mudanças na formação se tornariam constantes na carreira. As primeiras foram a saída de Guina, já que a banda optou por não mais fazer um som no estilo do Rainbow e ficou sem teclado; e Cacá, substituído por Marco Aurélio "Malhão". E isto não foi só, pois às vésperas da gravação do "SP Metal" havia tensão no ar com uma nova desestabilização do line-up, com a troca de Malhão por Marcio Milani e a saída de Paulinho no meio da gravação. Desta forma, o guitarrista Fausto se juntou a Edu, Paulão e Milani, para gravar as clássicas e históricas faixas Duas Rodas e Portas Negras. 

A aceitação foi ótima, mas aí foi a vez de Milani ceder seu posto para o baixista Renato. Depois disto, com diversos shows e o status de banda grande para os padrões da época, o Centúrias fazia por merecer um álbum. Luiz Calanca, da Baratos Afins, que havia sido o idealizador da coletânea, não perdeu tempo e deu mais esta oportunidade. Naquela fase, o Centúrias estava totalmente reestruturado, coeso e forte, fazendo uma perfeita mescla entre o Heavy Metal e o Hard Rock. Paulo Thomaz (bateria), Eduardo Camargo (vocal), Adriano Giudice (guitarra, irmão de Ricardo Giudice, do Abutre) e Rubens Guarnieri (baixo), entraram em estúdio no mês de outubro de 1985 e mesmo com todas as dificuldades encontradas com o precário equipamento que dispunham, conseguiram gravar um dos melhores álbuns de Hard Rock cantado em língua portuguesa, o EP Última Noite, que saiu em fevereiro de 1986. Tempos depois, por diferenças musicais, o Centúrias mudou novamente seus integrantes, restando somente o baterista demolidor Paulão do line-up original. Entraram o vocalista César "Cachorrão" Zanelli, vindo do Santuário, o baixista Ricardo Ravache (baixo) e o guitarrista Marcos Patriota, ambos vindos do Harppia, onde gravaram outro registro histórico da Baratos Afins, o EP A Ferro e Fogo. Com esta formação a banda realizou outro trabalho antológico, o LP Ninja, que continha as faixas Senhores da Razão e Fortes Olhos, que faziam sucesso nos shows, como o ocorrido no Espaço Mambembe no dia 12 março de 1987, apelidado de "No Poser". Os anos foram passando com Paulão sempre acreditando no potencial do Centúrias e dando o sangue para que a chama não se apagasse. Entretanto, os tempos eram outros. O Thrash Metal dominava a preferência dos fãs, quase todas bandas nacionais cantavam em inglês e uma, em especial, surgia com destaque, o Sepultura. O Centúrias, infelizmente, encerrou suas atividades e entrou para a história da música pesada no Brasil.

Agora chega de papo. Com vocês...

Centúrias - Portas Negras !!

Um dos maiores clássicos do Metal Nacional. Letras em português e toda garra de uma banda cheia de gás e vontade. Simplesmente épico.

Centúrias - Animal !!

Volto a dizer, é incrível como uma banda, a 30 anos atrás, conseguiu fazer algo de qualidade tão superior a muitas outras que estão por ae hoje em dia. Sem palavras.

Agora uma "Balada" pra finalizar.

Centúrias - Duas rodas !!

Essa música me lembra um pouco os primórdios do Barão Vermelho mas pode ser só impressão minha.

E aqui termino mais um Rock de Quarta. Espero que tenham gostado e que COMENTEM. E não deixem de SEGUIR nossa Taverna e mostrar aos amiguinhos.

Até o próximo Show !!


Carry On.

segunda-feira, março 12

Abobo's Big Adventure - Série Flash

1/ Aplausos

HÁAAAAAAAAAA, e ae rapazeada da taverna, beleza? Então, aqui estou eu mais uma vez, Yamato, com um post extra da série flash.

A pedido do mestre bardo, colocarei um jogo hoje em que irá lembrar a infância de muitos aqui, pelo menos a do bardo toda e a dos mais velhos que viveram a era 8 bits da nintendo ;D. Então vos apresento, Abobo!


Bem, Abobo é uma paródia com grande parte dos jogos de 8bit do NES. O jogo conta a história de Abobo e seu filho que é raptado. Logo Abobo começa a busca pelo seu filho, passando pelos diversos jogos do NES como Street Fight, Mario Bros e Legend of Zelda.

A cada nível do jogo, a habilidade de Abobo muda, por exemplo, na fase do mario bros em que é aquática, o especial de abobo é um tornado. Em cada fase, uma lembrança de sua infância, um modo diferente e sangrento no estilo Abobo. O bardo conseguiu virar o jogo, mas eu não. Sabe quando você não consegue passar de alguma parte de um jogo de NES, então, aconteceu isso comigo XD.

O melhor de tudo, não existe só a versão em flash, você pode instalar em seu MAC ou Windows :D.

É isso ai então rapazeada, preparem sua memória de infância, e veja seus personagens de NES serem massacrados XD Até a próxima!

Link do jogo? clique AQUI.

quarta-feira, março 7

Rock De Quarta : Salário Mínimo !!

1/ Aplausos

Bem-vindos de volta irmão METAL \,,/

Aqui quem vos fala é O Bardo. E esse mês tenho uma surpresa para todos vocês. Certa vez comecei a contar a história dos pilares do Heavy Metal (que você pode ver AQUI !!). Mas esse mês, no Rock de Quarta, teremos as bandas primordiais do Metal Nacional.

Então chega de conversa.

Com vocês...

Salário Mínimo !!

"Que porra é essa Bardo ? Brazucas metidos a Iron Maiden ?"

Basicamente isso.

Salário Mínimo é uma banda de Heavy Metal formada em 1977 em São Paulo.

Os 3 primeiros anos da banda não foram muito produtivos. Mas em 1980 o vocalista China Lee, vindo da banda Anjos do Inferno, deu um novo gás ao grupo. Com a formação contando com China Lee (vocal), Daniel Beretta (guitarra), Junior Muzilli (guitarra e voz), Diego Lessa (baixo e voz) e Marcelo Campos (bateria) o banda passou a promover o álbum Simplesmente Rock, pela gravadora Voice Record.

Com a grande presença de palco do grupo e com as músicas logo caindo no gosto do fãs, logo a banda passou a ter uma boa base de fãs. Apesar de tocar um estilo pouco conhecido no Brasil (época de ditadura militar) o grupo conseguiu agradas uma grande variedade de fãs. Com músicas mais tradicionais ao Heavy Metal, outras com puxadas mais Hard Rock e até mesmo baladas.

O Salário Mínimo também participou da gravação da primeira e histórica coletânea SP Metal que contava também com as bandas Centúrias, Avenger e Vírus. Três anos depois a banda lança o segundo álbum, Beijo Fatal que atingiu a incrível marca de 78 mil cópias vendidas o que rendeu uma longa turnê por todo Brasil.

Infelizmente a banda ficou inativa até meanos de 1990 para só retornas em 2002 depois de uma apresentação especial na casa de shows Lad Slay, em São Paulo. Depois de se emocionarem em ver quase todos os presentes cantando em coro suas músicas, a volta do Salário Mínimo foi inevitável marcando retorno triunfal de um do Arquitetos do Metal no Brasil.

Agora vamos as músicas. Com vocês...

Salário Mínimo - Noite de Rock !!

"VAI !! DEIXA O ROCK, QUEIMAAAAAAAR EM VOCÊ..."

Eu já disse certa vez o quanto ver bandas assim me deixa triste, não ? Saber que a mais de 30 anos tinhamos músicos lutando pelo verdadeiro Rock 'n' Roll e hoje em dia ver essa industria que só sabe criar merdas comercias sem conteúdo ou espírito. Nada mais a comentar.

Salário Mínimo - Anjos da Escuridão !!

Outro Hino do Metal Nacional. Repare que em alguns momentos a música tem levadas mais cavalgadas, o que era muito comum nas bandas da NWOBHM (Vide Iron Maiden e Saxon por exemplo). Se contarmos o fato de ser uma banda que vivia em meio a uma ditadura militar isso passa ser algo bem curioso. 

OBS : É bem fato que alguns integrantes das primeiras bandas nacionais eram filhos de militares que muitas vezes viajavam ao exterior com as famílias. Mas mesmo assim o contado nacional com o Metal exterior era muito raro.

Salário Mínimo - Cabeça Metal !!

Particularmente não gosto muito dessa música. Mas coloquei por aqui por ser uma das músicas que fez parte da coletânea SP Metal.

E aqui termino mais um Rock de Quarta. Espero que tenham gostado e que COMENTEM. Também não deixem de SEGUIR nossa Taverna e mostrar aos amiguinhos.

Até o próximo Show !!


Carry On.

segunda-feira, março 5

My Dear Boss - Série Flash

1/ Aplausos

Ola visitantes da taverna, pessoas que detestam seu chefem e todos que aqui estão, aqui é o Yamato com mais um jogo da série Flash.

Hoje mostrarei um jogo para aqueles que acham que seus superiores são um bando de "fedepe", que não entendem seu trabalho ou que acham ele um lixo. E aqueles que gostam de seus chefes, mas não quer perder a oportunidade de chutar o traseiro dele e mandar ele pra cova, essa é a hora meu garoto \o. Falarei do My Dear Boss ou ... meu querido chefe (de cu é rola).


O jogo é básico, nada de controles dificeis, apenas o mouse para jogar e esta bom demais para os preguiçosos. O objetivo do jogo é mandar seu chefe para a cova :p, mas antes de manda-lo para o cova, você querido leitor, terá de mandar ele para casa, depois para o hospital e depois ainda para ... não ... ai vem a cova e você será feliz enterrando seu chefe que tanto te maltrata.

O jogo possui também opções de upgrades como todo jogo, e uma pitada de raiva, ja que seu chefe esnoba de você, e tem toda uma história. O mais engraçado do jogo são os manifestantes que nem conhecem seu chefe e ja partem para a porrada, assim como os desempregados e os "manolos" que trabalham "underground".

Eu virei o jogo em 20 minutos, mas que pareceram uma eternidade, é sério, eu estou com sono e escrevendo, tipo, parece que perdi 1 hora de sono jogando isso XD. Então, preparem seus pés, comprem um bom sapato, e bom bicudo no tobinha fedorento do seu chefe e Até a próxima \o

Link do jogo: Aqui

quinta-feira, março 1

Notas Soltas - Faixa 3

3/ Aplausos

Bem vindos de volta senhores! Estamos chegando a terceira faixa desse álbum. Apresentando mais um personagem (ou dois): Agatha, irmã de Eduardo. Espero que gostem. A música dessa faixa foi escolhida pelo Bardo e eu aceitei na mesma hora... Finding my Way... vocês vão entender!

Vamos ao que interessa... ^^





Faixa 3 - Agatha (Finding my Way - Rush)

Estava saindo da faculdade conversando com Meg, sua melhor amiga. Já estava cada vez mais se cansando dessa história de aula. Era verão já. Precisava de férias. Quando cada dia parece valer pela semana inteira, é sinal de que o ano já deu o que tinha de dar.

- Então Meg, vamos ver o ensaio da banda do meu irmão?

- Desculpa amiga não vai dar, eu vou praticar bateria hoje. Melhor do que ouvir aquela banda do seu irmão ensaiar.

- Aff... fala sério amiga. Vai ficar tocando sozinha?

- Não. Depois disso tenho que ir ver o Ian. Ele queria falar comigo e eu já falei pra ele que ia lá hoje.

- O Ian é outro. Já poderia estar em qualquer banda por aí e prefere continuar tocando no parque.

- Agora ele piorou de vez. Tá ensinando o Raphael a tocar e de graça. Pelo menos no parque ele ganhava alguma grana.

- Raphael?

- Aquele maluco que invadiu o palco no show do seu irmão.

- Caramba. Você tem uns amigos que vô te falar...

As duas se despediram e Meg entrou no ônibus. Esse hobby da amiga era curioso, mas Agatha gostava dele. Tinha um ar bem “cool”. Uma garota tocando bateria não era algo que se encontrava facilmente por aí. Para ela a amiga tocava até melhor do que o Ben, o baterista da banda do irmão.

Uma vez até tinha falado isso para ele, mas o irmão mostrou-se um pouco cético. Achou que era um pouco de machismo isso, mas não falou mais nada. Ela era sua amiga e ponto. Não se importava com o quão boa ela fosse na bateria, ou deixasse de ser.

O ensaio estava sendo na casa dela e do irmão. Eles vinham ensaiando muito ali ultimamente, mas de tempos em tempos mudavam o lugar dos ensaios. O problema maior era a bateria, pois ocupava muito espaço e era de difícil transporte. Não que fosse tão fácil assim transportar os amplificadores.

Ficou a maior parte do tempo escutando eles tocarem. Estavam tocando algumas músicas diferentes das habituais. Na verdade parecia outro estilo, algo muito mais... pop. Agatha observou o irmão mais atentamente. Ele não parecia estar gostando nada. Normalmente ele ficava feliz enquanto tocava, mas hoje parecia estar com raiva. Deveriam estar discutindo antes dela chegar. Estavam discutindo muito ultimamente, não tinha certeza qual era a razão de tantas brigas, mas confiava no irmão e por isso não iria se meter.

Eles se despediram e ela foi falar com o irmão:

- Então como as coisas estão indo? Muitos malucos subindo no palco?

- Não. Aquele foi o único, até agora. Daqui a um mês teremos outro show, quem sabe não aparece outro?

- Onde vai ser o próximo show?

- The Road. Nós vamos testar algumas músicas novas. Ideias do Dereck. Ele quer tentar tornar a banda mais popular. Nós meio que vamos nos vender, entende?

Ele parecia estar buscando alguma aprovação. Não iria ser tão boazinha, mas também não maltrataria o irmão.

- Entendo. Eu acho que você sabe se virar bem e vai fazer o que for melhor para você.

- O problema é que as vezes eu não sei o que é melhor para mim.

Ele estava com muitas dúvidas, mas Agatha não podia fazer nada para ajudar. O irmão tinha talento e ela sabia disso, mas por algum motivo não sentia a mesma coisa pelos companheiros de banda dele. Achava que a decisão certa seria sair dessa banda e procurar parceiros melhores, mas não iria falar isso para ele.

Naquela noite ligou para Meg antes de dormir. Ela estava meio que empolgada. Perguntou o motivo:

- O Ian me chamou para falar sobre música e para tocarmos um pouco juntos. Eu, ele e o Raphael. Acho que eles pretendem me chamar para uma banda.

- Aff... vai dizer que você aceitou? Entrar na banda desse maluco que invadiu o palco. Se você reparar ainda falta um baixista e se ele invadir o próximo show também?

- Calma, calma. Não aceitei nada ainda, até porque ninguém me chamou ainda.

- Você vai recusar né?

- Não sei. Finalmente o Ian está fazendo alguma coisa. Ele toca tão bem amiga, e provavelmente quer ver como que eu estou com a bateria. Não sei o que ele pensa sobre o Raphael, mas eu preferia que eles não estivessem na mesma banda.

- Eu também. O que será que o Ian viu nele?

- Não sei, mas alguma coisa o fez mudar de ideia.

Elas continuaram conversando por mais um bom tempo, falaram sobre muitas coisas e Agatha convidou Meg para o show. No fundo queria que ela e o irmão tocassem juntos, mas não falou nada. Pensou por um segundo na possibilidade do irmão também ir para a banda do Raphael, mas afastou esse pensamento o mais rápido que pôde. Não queria nem imaginar isso, mas tinha certeza de duas coisas. Uma, Meg tocaria junto com Ian. A outra... ela sempre gostou dele...

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