sexta-feira, novembro 30

Insert Coin - Lendas urbanas dos fliperamas

0/ Aplausos

Salve salve clientes do fliperama da taverna! Peguem suas fichas no balcão juntamente com sua bebida viking e vamos viajar mais uma vez por contos da época em que nos reuniamos para jogarmos!

Depois de uma breve reunião com o Bardo, onde eu tomei uma leve surra em Street Fighter 4(alem de destreinado estava jogando em um joystick, plataforma aonde eu não sou nem um pouco acostumado!) mas isso é outro assunto, comentamos sobre paródias de falas e de lendas urbanas de fliperamas.

Devido a minha preguiça ambulante e ao meus compromissos(apesar de eu ser um dos que mais postam por aqui)demorei bastante a postar esse mês, mas vamos que vamos!

Nota: Hoje não tem fotos não, então paciência!

Quando você frequentava os fliperamas, sempre houveram lendas que incentivavam a jogatina ou eram simplesmente ditas por alguém que queria aparecer, hoje iremos falar de algumas delas, umas verídicas, outras nem tanto.

1 - Reduzir a velocidade dos carros em Crush in USA

Não sei se todos os fliperamas frequentados por vocês havia essa maquina, mas ela era bem constante em fliperamas de médio porte.

Pois bem, o simulador de corridas da Nintendo era razoavelmente jogado pelo menos por aqui era mais usado para alguém ficar sentado enquanto esperava sua vez em uma ficha ou contra,mas quando era jogado, rezava uma lenda em que se você ficasse apertando o botão que mudava a música do jogo repetidamente, os carros diminuiam a velocidade, não dá pra afirmar com total veracidade esse fato, já que ao menos pra mim não dava efeito nenhum.

Era ao menos engraçado ver alguém mais preocupado em apertar rapidamente o botão de música do que em ganhar a corrida em si. Um destaque para uma das músicas do jogo que tinha uma mulher gemendo.

2 - Jogar com Reptile em MK1

Essa tem um certo fundo de verdade, já que era possível enfrenta-lo se você fizesse um double flawess em duas lutas e terminasse a luta no cenário da ponte dando um gancho e jogando o adversário lá em baixo, e dizem que se você fizesse double flawess em Repitle, ele seria habilitado, uma coisa bem ilógica, já que na época não haviam personagens desbloqueáveis no arcade, além dele ser um tremendo apelão, imagino a cara do infeliz que ganhou dele de double flawess e não ganhou nada.

3 - Orochi Yamazaki, Terry, Shingo, Benimaru e quase todo elenco de KOF 97

Quando KOF 97 apareceu nos arcades e alguém, não sei como descobriu a sequencia para jogar com os personagens "encorporados"(Iori, Leona, Yashiro Chris e Shermie) logo começaram a se especular aos montes diversos personagens encorporados, que no final das contas não teriam nada a ver com a história do game(Yamazaki talvez, mas mesmo assim não existe uma versão orochi do mesmo), chegaram a inventar um código para o Terry "encorporado" aqui: era fazer o código da Leona Orochi 9 vezes, o que era uma tremenda mentira, afinal ao fazer o código dela você escolhia um personagem, e como fazer o código 9 vezes ?

4- Fazer o Kingpin desistir da luta final em The Punisher

Na verdade o que acontecia ai era um bug, e não um macete, que foi atribuído como pegar o máximo de itens de pontos possíveis nesse beat'em up fodástico de arcade, na verdade as vezes a maquina dava um tilt na batalha final,e assim que você começava a batalha final contra o Rei do Crime, a mensagem de cenário completo aparecia, essa lenda já foi contemplada por mim em duas instâncias(mas minha moral não era lá essas coisas rs) em uma o Rei do Crime tentava acertar os personagens em vão e em outra a maquina simplesmente desligava.

5 - Jogar com Geese Howard em Realbout Fatal Fury Special.

Quando RBS saiu e Geese não estava no elenco, eu e uma boa parte das pessoas ficamos bem decepcionados, quando descobrimos que ele podia ser enfrentado a esperança reacendeu logo diversos macetes foram inventados, os mais constantes eram o que se você o vencesse tirando SSS como rank nos dois rounds ele apareceria na tela de seleção na próxima ficha, ou então se você fizesse o código da versão cartucho caseiro do game, que era um 360 na tela de ranking, e só quando ela mostrasse os records de quem usou continue.

6 - Enfrentar Shen Long em Street Fighter 2

A mãe de todas as lendas urbanas de fliperamas, foi uma brincadeira de primeiro de abril da revista americana EGM, dizia a lenda em que se você vencesse TODOS os oponentes de perfect e ao enfrentar Bison a luta deveria durar 7 rounds, sem que NENHUM dos dois fosse atingido, e ao final do 7° round Shen Long iria chutar Bison e então lutar contra você.

A revista usou traços de Ryu e editou as imagens para dar veracidade a lenda, que foi revivida assim que Street Fighter III foi lançado, utilizando das mesmas artimanhas.

Shen Long surgiu como uma tradução errada da frase de vitória de Ryu, onde o que ele dizia na verdade era que o oponente deveria vencer o seu shoryuken para ter uma chance, o tradutor trocou o Kanji e colocou como Shen Long, dando a entender que era uma pessoa.

Curiosidades: Alguns dos requisitos para enfrentar Shen Long foram utilizados para enfrentar Akuma em Super Street Fighter Turbo, e até o fato de ele derrotar Bison, Shen Long foi finalmente "introduzido" na série em SFIV como Gouken.

Bem galera, fecho por aqui, em breve estarei de volta!

sábado, novembro 17

Gaita, Estradas e Passado !!

16/ Aplausos



 Olá a todos.

 Aqui quem vos fala é O Bardo. E depois de 15 dias estou de volta como mais uma parte do nosso "querido" (Tem gente que gosta, fico feliz) conto. Também tenho que avisar que a próxima parte não tem data prevista. A faculdade está comendo minha alma nesse final de semestre e tenho que me dedicar aos estudos. A vida é bela e cruel ! XD

 Mas chega de papo. Se quiser ler a parte anterior é só clicar AQUI !!

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 Caminho até a frente da loja e observo o carro dela sumindo no horizonte. E mais uma vez caio no meu grande mal, esperar. Mas é melhor ser educado, beber aquele bendito suco e começar a consertar minha moto. Bebo alguns copos e vou até a oficina que está... vazia ?! Que merda, aquela garota está de sacanagem com a minha cara ? Calma... pare de pensar mal com primeiras impressões, melhor procurar.

 Abro algumas gavetas e portas empoeiradas, nada além de vassouras, escadas e baldes velhos. Mas olhando melhor, lá em cima, parece ser a entrada de um sótão. Pego uma das escadas e subo até a portinhola. Abro, o cheiro de mofo não é nada convidativo e ainda por cima me faz espirrar. Procuro alguma fonte de luz e acho apenas uma cordinha que ascende uma lâmpada de iluminação amarelada, quase laranja.

 Isso tem mais cara de lixeira do que sótão. Caixas e mais caixas, de papelão, madeira e metal. Infelizmente essa portinhola é pequena demais e não me permite entrar... mas como colocaram tanta coisa aqui ? Pare de pensar e procure o que quer. Ferramentas, onde estarão ? Geralmente ficam em caixas de metal. Arrasto uma delas e pra minha sorte é a certa, cheia de ferramentas velhas que podem me ajudar assim mesmo. Mas percebo algo atrás de onde a caixa estava, parece um retrato e está coberto de poeira.

 Limpo o vidro da moldura e consigo ver. É uma foto da garota, visivelmente mais nova, e com um cara. Estão abraçados e sorrindo, na beira da praia. Mas o litoral fica a estados daqui, será qu...

 - O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO ?

 É ela.  Com o susto perco o equilíbrio e vou de encontro ao chão, batendo com as costas e cabeça contra o concreto.

 - QUEM TE DEU PERMISSÃO PRA MEXER ALI ?

 Que merda... ela não para de gritar ? Acabei de me machucar e ela não para de gritar ?

 - Espera... eu, eu posso explicar. - Falo enquanto estou gemendo de dor e tento levantar.
 - EXPLICAR ? O QUE QUERIA ALI EM CIMA ?
 - ESTAVA PROCURANDO A PORRA DAS FERRAMENTAS QUE ME PROMETEU, AGORA PARE DE GRITAR NO MEU OUVIDO !!

 Com meus gritos ela fica quieta, parece assustada. Afinal, um estranho da estrada tomou uma atitude agressiva do nada. Eu ficaria assustado no lugar dela e agora só restou o silêncio e a poeira da minha queda infestando o ar.

 - Olha... me desculpa ter gritado com você... eu cai, me machuquei e...
 - Pegue as ferramentas, conserte sua maldita moto e de o fora daqui.

 Mais uma vez ela me interrompe, pega o retrato no chão e sai da oficina. Fico alguns segundos parado, sem me mexer e nem pensar. Me recupero da dor nas costas e cabeça, ergo a escada e pego a caixa de ferramentas lá de cima. Saio e não vejo sinais da garota. Ok... que assim seja. Vou até a moto e começo o serviço.

 Essas ferramentas velhas estão me dando mais trabalho do que ajudando. Já quebrei algumas chaves e espero que ela não me cobre por isso. Cerca de duas horas de empenho e nada resolvido ainda. Melhor parar um pouco, deixar minha mente descansar. Comecei essa "viagem" a pé e continua-la assim não seria problema. Relaxar... é isso que preciso fazer e minha gaita é a melhor opção. Reviro minha mochila atrás dela, sento na beira da estrada e começo a tocar o pouco que sei.

 - Já terminou de consertar sua moto ?

 Ela aparece atrás de mim. Sentada em um cadeira e segurando o retrato.

 - Me desculpe. Já vou terminar. - Digo isso e começo a me levantar.
 - Espera... me entendeu errado. Continue tocando. Fiquei um pouco nervosa na hora.

 Sento, continuo de costas pra ela.

 - Quer saber quem era ele ?
 - Ele quem ?
 - O cara da foto.
 - Não, isso não me importa.
 - O que disse ?!
 - Disse que isso não me importa.

 Continuo sentado e tocando algumas notas. Ela fica em silêncio por alguns minutos.

 - Não se importa com o passado das pessoas ?
 - Você se importa com o meu ?
 - ... Pra falar a verdade, não.
 - Então por que deveria me importar com o seu ?
 - É que você estava olhando foto e pensei que...
 - Pensou errado, seu passado não vai me ajudar e nem ajudar você. Seu passado não consertará minha moto ou me deixará menos cansado. E isso também se aplica ao meu passado. Então por que o seu passado seria mais digno de atenção que o meu ?
 - Então está dizendo pra ignorar o passado ? Isso é errado, o passado não te moldou ?
 - Sim, moldou. E não me arrependo de quase nada... quase. Cada atitude que tive até hoje me trouxe até aqui. Eu poderia muito bem estar em um hotel de luxo cercado de garotas, ou casado, pai de três filhos, tendo que trabalhar de dia e de noite pra sustentar minha família em uma casa de subúrbio.
 - Você é sempre pessimista assim ?
 - Pessimista ? Não sou pessimista, apenas aprendi a digerir as porradas que a vida me deu. E principalmente, aprendi que sou eu quem escolhe se as pessoas deixarão marcas, buracos ou abismos na minha vida.
 - Você parece ser cheio de abismos.
 - ... Não sou o único por aqui.

 Me levanto e sigo em direção a moto sem olhar para ela. Daqui a poucas horas escurece e tenho que terminar de conserta-la. Me sento e percebo que ela trás a cadeira para perto de onde estou, segurando o retrato entre o peito e me observando sem nada falar. Passado um tempo e as ferramentas certas, finalmente termino.Levanto e olho na direção de onde ela está sentada.

 - Terminei. Quebrei algumas ferramentas velhas mas vou pagar.
 - Não tem problema, quase todas estavam podres. Fique com as que estão boas.
 - Tem certeza ?
 - Sim, é meu pedido de desculpas por ter feito você cair da escada e se machucar.

 Ela se levanta, deixa o retrato em cima da cadeira e vem na minha direção. Os olhos dela parecem tristes, carregados de amargura. Fico parado, esperando. Dou um passo atrás quando ela quase encosta o corpo no meu. Ela olha nos meus olhos, sem nem ao menos piscar.

 - Acha mesmo que o passado não importa ?
 - Sim... acho.
 - Então pessoas como você não dizem até logo... dizem adeus.
 - Eu sei...

 Ela então beija meus lábios, abraça minha cintura e pressiona o corpo contra o meu. Respondo igualmente o gesto dela. Um gesto triste, um primeiro beijo com gosto de despedida... com gosto de adeus. Ela me solta, vira as costas e entra na loja. Deixando cadeira e retrato onde estavam.

 Pego minha mochila e minhas "novas" ferramentas. Subo na moto mas antes de dar a partida olho para o interior da loja. Nem sinal dela... apenas esperanças de uma "nova despedida". Ligo o motor e parto, deixando meu mais recente passado para traz.

 É como dizem, o tempo apenas sufoca as angústias do passado, mas não posso deixa-las respirar...

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Continua AQUI !!

quinta-feira, novembro 1

Gaita, Estradas e Compaixão !!

4/ Aplausos


 Olá a todos.

 Aqui quem vos fala é O Bardo. Como disse no último pergaminho, a Taverna está parada por tempo indeterminado e vou "me dedicar" apenas ao meu conto (que faço por gosto, nada forçado). Meus dias negros se foram, as coisas tomaram os trilhos e aprendi a colocar a orbita da minha vida ao meu redor. E a vida segue.

 Mas chega de papo. Se quiser ler a parte anterior clique AQUI !!

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 Sigo pelo caminho indicado pelo motorista do terminal. Um pouco de poeira na cara, buracos, animais cruzando o caminho e logo estou de volta ao asfalto... que não está em condições melhores que a estrada de chão batido. E mais uma vez estou sozinho na estrada.

 Mais algumas horas e o céu começa a perder o azul e acho que estou me acostumando a contemplar isso. Grande erro, tiro o olhar da direção e vou de cheio em um buraco, escuto um barulho metálico e freio... Merda, espero que nada tenha se danificado. Ah... falsas esperanças e óleo escorrendo, fim da linha para a minha "nova-velha" moto. Olho adiante e vejo algum tipo de iluminação, talvez seja outro posto e espero que esse não tenha um velho armado. O jeito é empurrar esses quilos de metal até lá.

 Depois de alguns cansativos minutos chego ao local. Uma espécie de auto-posto com loja de conveniências e uma oficina. Todos fechados, mas em melhor estado do que os do terminal, parecem apenas fechados e não abandonados. Mexer na moto sem ferramentas não será nada fácil, o jeito é esperar... a madrugada me aguarda.

 Levo as primeiras horas da noite tentando consertar a moto, mas logo vejo que será inútil e resolvo dar umas voltas. Péssima ideia, todas as lembranças da confusão vindo a tona. Por que aquele padre idiota tinha que aparecer na minha vida desse jeito ? Trouxe demônios ao invés do espírito santo que dizia ter ao seu lado... desgraçado. Melhor para de pensar nisso e voltar pra perto da minha moto.

 Sento em um banco de concreto e fecho os olhos. Solidão... o único meio de silenciar uma alma, pelo menos, é o que dizem. Mais alguns pensamentos e sou pego pelo cansaço...

 - Bom dia !!

 Sou desperto por uma voz feminina. Ah... a claridade não deixa meus olhos dormentes enxergarem direito.

 - Bom dia !! -- ela repete.
 - Bom dia !! -- Tento "limpar" meus olhos pra melhor enxergar.
 - Estamos abrindo agora, quer um café ?
 - Sim... gostaria. Me desculpe dormir na porta da sua loja.

 Termino minha frase ainda limpando o rosto e quando finalmente recupero a visão me deparo com uma garota. Mais jovem do que parecia pelo seu tom de voz. Deve ter no máximo minha idade... e pelo visto, um tanto bonita.

 - Teve problemas com a moto ? Temos ferramentas também. -- Ela fala enquanto usa as chaves na porta.
 - Sim, mas acho que só tenho dinheiro para o café.

 Ela nada responde e adentra a loja. Sigo. A loja é bem organizada e limpa em contraponto a esse lixo de lugar. A garota parece ignorar minha presença e segue para o balcão.

 - Olha... eu realmente preciso de algumas ferramentas, nem que sejam emprestadas. Eu posso fazer algum serviço em troca... varrer a loja, tirar o lixo, limpar as calhas...
 - Você prefere o seu café com ou sem açúcar ? -- Ela fala dos fundos da loja, me ignorando completamente.
 - Sem açúcar... por favor.

 Ela volta com duas xícaras fumegantes, permanece atrás do balcão e me oferece uma.

 - Então... perdido ?
 - Essa é a pergunta que mais escuto nos últimos dias.
 - Então está realmente perdido ?
 - De certa forma... olha, eu realmente não posso pagar pelas ferramentas, então...
 - Tem algumas na oficina, pode pegar -- Ela me interrompe -- Depois, se quiser, limpe as calhas e leve alguns pneus que estão no tempo para dentro da garagem, lá atrás.
 - É... obrigado, obrigado mesmo.

 Mais uma vez ela me ignora, toma a xícara da minha mão e volta ao interior da loja. Acho que é a minha deixa. Saio, acho uma escada e começo a limpar as calhas. Alguns minutos depois ela aparece e me observa, sem uma única palavra. Desço, vou para a parte de trás e começo a levar os pneus, que agora percebo, são de caminhão. Ela aparece mais algumas vezes para me observar, acho que está verificando se não estou roubando algo.

 Depois de algumas horas finalmente termino tudo que me foi ordenado. Ela surge com uma jarra do que parecer ser suco de laranja.

 - Cansado ?
 - Bastante, por que não me disse que eram pneus de caminhão ?
 - Você não perguntou nada.
 - Ok... bom, pode me emprestar as ferramentas ?
 - Sim, mas preciso ir em casa pegar algo, se importa em esperar mais alguns minutos ?
 - E eu tenho escolha ? Estou preso a você agora.
 - É... eu sei. Até daqui a pouco.

 Ela deixa a jarra em um banco e a cena dela me dando as costas se repete. Ela entra em um carro estacionado embaixo de uma árvore ao longe e parte, me deixando aqui, sozinho... de novo. A única coisa que posso fazer é esperar o seu retorno.

 É como dizem, as únicas desgraças completas são aquelas com as quais nada aprendemos...

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Continua AQUI !!

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