domingo, dezembro 2

Gaita, Estradas e Maldições !!

9/ Aplausos


 Olá a todos.

 Aqui quem vos fala é O Bardo. E depois de semanas de provas e estresses estou de volta com nosso "querido" conto. "E como você está Bardo ?" Bem, obrigado por perguntar, acho (só acho) que fui bem em boa parte das provas e digamos que o mundo está começando a sorrir (mesmo que de canto de boca) para mim.

 Mas chega de papo. Se quiser ler a parte anterior clique AQUI !!

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 Deixo a garota para trás sem entender muito o que aconteceu. O porque do beijo ou do modo estranho que me tratou no início. Será que fui apenas uma muleta emocional ? Sozinha, trabalhando naquele fim de mundo e provavelmente abandonada por um idiota qualquer. Mas agora isso não importa, foi como disse à ela, o passado não importa.

 Começa a escurecer e com isso percebo as luzes de outros carros em alguma estrada ao longe. Pelo visto essa é apenas uma via antiga, sufocada pela construção de uma auto-estrada. Nós humanos e nossa mania de linhas retas, seguir com pressa e sem apreciar o caminho... uma pena.

 O sol termina sua caminhada pelo horizonte e agora me vejo mergulhado na escuridão da noite. Apenas eu e a estrada pouco iluminada pelos faróis da moto. E ainda não entendo o porque de uma auto-estrada, acho que sairia bem mais barato iluminar essa do que construir outra. Mas quem sou eu pra questionar isso ? Afinal, não sou nenhum engenheiro.

 Meus pensamentos são interrompidos por um par de faróis que surgem do nada ao meu lado. A estrada escura e minha mania de me perder nos pensamentos me atrapalharam. O carro surge de um cruzamento inesperado, tento frear... em vão. Atinjo a lateral do carro e sou arremessado para frente. Bato com a lateral do corpo no asfalto enquanto escuto os pneus do carro freando e o som de vidros estilhaçando. Tento me levantar mas o ar não entra em meus pulmões, coloco a mão na testa e ela volta tingida de vermelho. Merda... não consigo respirar e nem me levantar. Minha visão é obstruída por um misto de sangue e escuridão repentina, todos os sons ao meu redor começam a diminuir.

 - Garoto... você está bem ? Hey... Garoto... - São os últimos sons que escuto.

                                                                                 *   *   *

 Abro os olhos e mais uma vez me deparo com um teto não familiar. Odeio essa sensação mas no momento é o que menos devo me preocupar. Meu peito dói, uma das minhas pernas está latejando e não consigo respirar bem. Minha visão ainda não está boa mas pelo vistou ou pela lógica estou em um hospital. Melhor descansar e esperar alguma enfermeira aparecer. Fecho os olhos.

 - Você não cansa de me dar trabalho ?

 Sou desperto por uma voz familiar. Infelizmente familiar. Não, não pode ser ele.

 - Você some e ainda se acha no direito de se destruir dessa forma ? Eu preciso se você inteiro, esqueceu ?

 Não... não aquele padre idiota, aquele verme. Como me achou ? Abro os olhos e vejo a figura nojenta e prepotente dele ao lado da cama. Me olhando por cima, como sempre.

 - Vá embora. - Digo quase sussurrando.
 - Ir embora ? Deu trabalho te achar. Você foi mais longe do que eu esperava.
 - Como... me achou ?
 - É fácil achar alguém "desaparecido", sabe ? Depois de alguns dias eles começam a procurar em hospitais e necrotérios. E veja que coisa bela, você está em um dos dois. Felizmente no hospital, apesar da segunda opção ser boa mas ainda inviável.
 - Vá... vá pro inferno...
 - Ainda não filho, ainda não.
 - Não me chame... de filho... - Tento falar mais alto.
 - Escute... filho, amanhã devem te dar alta. Estou em um hotel aqui perto e logo vamos pra casa.
 - Não... me chame de filho... - Começo a forçar meus pulmões, ignorando a dor.
 - Bom, vou para o hotel, estou cansado da viagem até aqui. É um ótimo hotel, deveria ver. Agora tenho que ir, não achou que eu passaria a noite aqui, não é... filho? Haha.
 - NÃO ME CHAME DE FILHO, SEU DESGRAÇADO. EU VOU ACABAR COM VOCÊ, NEM QUE EU TENHA QUE ACABAR COM A MINHA VIDA JUNTO.

 Péssima ideia gritar. Meu peito é atingido por uma dor imensa seguida de gosto de sangue na boca. O desgraçado apenas olha pra mim com um sorriso no rosto.

 - Melhor descansar filho. Amanhã temos uma viagem longa, durma bem e fique com deus.

 Mal posso responder o desgraçado. Ele sai do quarto enquanto uma pessoa no corredor pede sua benção. Melhor dar um jeito de cair fora daqui. Foi como o velho disse, os problemas tem coleiras com o nome dos donos.

 É hora de tirar a coleira deles...

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Continua AQUI !!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

LinK-nos


Clientes Atendidos

PageRank